Conclusões de estudos de neurociências sobre a predisposição dos homens a correr mais risco do que as mulheres.

O “ambiente  de convivência” das pessoas, influencia diretamente as ações que escolhemos e os resultados. A neurociência endossa isso através de pesquisas sobre apostas em jogos, onde se uma boa parte dos participantes apostam alto, potencializa a influência para que todos os demais  também façam altas apostas.

Isso talvez explique o ambiente político brasileiro onde usar práticas ilegais como corrupção, lavagem de dinheiro, desvio de verbas e outros crimes para se beneficiar, acaba virando um “padrão de comportamento” quase normal para aquele ambiente.

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O que leva uma pessoa após ter centenas de milhões de dólares a continuar correndo riscos para aumentar sua fortuna?
Mesmo sabendo que na prática o que já possuem, garante sua sobrevivência por toda a vida e a de suas próximas gerações.

A resposta para mim (além da ambição) é: Vaidade e Ego.

A vaidade de ser mais poderoso que todos os outros e o ego de achar que pode “fazer o que quiser”, que tudo lhe pertence e continuar intocável perante a lei e a todos.

A resposta da neurociência é: a Testosterona.

Conhecida como o hormônio sexual masculino. Os níveis de testosterona influenciam a tomada de decisão e a tendência a assumir riscos em homens e mulheres.

Nos homens os níveis são muito mais elevados, mas muitas mulheres também possuem altos níveis. Quem não lembra, ouvir de suas mães e/ou avós a frase “Com mulher de bigode, ninguém pode” (é, mulheres com mais pelos no corpo e bigode tendem a ter mais hormônio masculino e consequentemente maior tendência a correr mais riscos).

Estudos e pesquisas da Universidade Northwestern e da Universidade de Chicago (EUA), mostraram que o nível de testosterona de uma pessoa, está relacionado com o grau de risco das decisões que ela pode tomar, especialmente referente aos investimentos, escolha de profissões e ocupações.

Na pesquisa foi utilizado um  jogo de computador, com premiação em dinheiro real, onde o prêmio poderia variar entre um pagamento fixo ou a opção de sorteio que variava de 0 (zero) à uma bolada.

À medida que o jogo foi avançando, os jovens cada vez mais, optaram pelo risco com o sorteio a um pagamento fixo.

O nível de testosterona dos participantes foi medido (pela saliva), antes e depois da pesquisa. Todos puderam avaliar, ao final, as consequências de suas decisões e propensões ao risco. (pesquisa: 500 voluntários de MBA, de ambos os sexos, níveis escolares e socioeconômico semelhantes).

Conclusões do experimento:
– Os homens tendem mais ao risco do que as mulheres.
– As mulheres e os homens com níveis semelhantes de testosterona, têm uma mesma predisposição para o risco.
– O nível diferente de testosterona entre as mulheres fez com que algumas escolhessem maiores riscos e outras não.
– O nível atual de testosterona é mais relevante do que o do passado.
– O desenvolvimento da carreira profissional está relacionado com os níveis de testosterona. O acompanhamento dos voluntários após o término de seus estudos, mostrou que os estudantes de ambos os sexos com a maior taxa de testosterona ocuparam postos de trabalho mais arriscados.

Diante das constatações que os homens tem maiores níveis de testosterona, maior tendência ao risco, do cenário político nacional onde os partidos políticos tem convocado as mulheres para participarem de forma mais ativa (onde praticamente em todos os partidos existem homens suspeitos de crimes), esse conjunto  talvez indique que seja o momento das mulheres assumirem mais cargos importantes e dividirem as responsabilidades na administração nas empresas e nos países, porém desde que sejam mulheres inteligentes, com personalidade e habilidade para calibrar suas ações entre riscos e potenciais assertos.

Norima José Tolotto
norimar@interacaosocial.com.br
Interação Social Desenvolvimento Humano

Matéria sobre as pesquisas: Neurosicoeducación aplicada a la toma de desición– NSE. Marita Castro